terça-feira, 5 de julho de 2011

Lembranças


Para mim, por toda a minha vida, meu pior pesadelo é falar sobre diabetes. Quando criança, ao perguntarem o que eu tinha e ao responderem diabetes, isso me revoltava. Sabia que a frase a seguir seria: coitadinha! Tão jovem e doente! E pensava… Não sou doente! Ou será que sou…

Atualmente, segundo o site da Sociedade Brasileira de Diabetes (www.diabetes.org.br) a estimativa de pessoas com diabetes neste momento que você esta lendo este post é  de 345.231.627 pessoas e há um caso de diabetes a cada 5 segundos.
Lembro que sempre que tinha uma festinha de aniversário de algum amiguinho, tinha que levar o meu refrigerante diet e muitas vezes, minha mãe, fazia o meu brigadeiro, assim na hora do parabéns ou da sede, tinha algumas opções. E isto fez com que eu me afastasse cada vez mais destas comemorações. Na minha cabeça, eu era o ET da escola. Era bonita, tinha uma vida muito boa que meus pais me proporcionavam, mas mesmo assim, tinha algo errado….

O que posso dizer é que até os 19 anos, tudo piorou. A adolescência chegou e com ela, a rebeldia. E foi com 19 anos que tive minha primeira experiência de quase morte….

A primeira vez!

Lembro um dia, estava no consultório do Dr. Walter, e ele disse para a minha mae: ela precisa ver que como ela existem milhares! Isso foi ha uns 4 anos, mas confesso... Ate hoje, muitas vezes, quando levanto, me sinto sozinha! Ultimamente, rejeitada! O motivo? Nenhum!! Coisa da minha cabeça...
A depressão, muitas vezes, sempre se torna minha companheira, e a cabeça vai e volta na velocidade da luz!
Quero aqui, sem me importar com que vai ler ou se vai deixar de ler, escrever um pouco sobre o cotidianos de uma diabética que, por 21 anos, convive com esta doença.
E quero começar do primeiro primeiro dia que descobri-la!
E você esta convidado a participar desta historia!
Vamos nessa?